OK
Close

'Tem males que vêm para bem'

Santa Bárbara d'Oeste

ANDRÉ ROSSISANTA BÁRBARA D'OESTE | 14/05/2016-00:42:32 Atualizado em 14/05/2016-00:43:15
Matheus Reche | TODODIA Imagem
MILLA | Criança ganhou cirurgia após repercussão do caso

Quase três anos depois do evento que mudou sua vida, Milla Yara Quirino, 18, ainda lembra com angústia dos dois dias que passou sem saber onde estava seu filho recém-nascido. Na época com 22 dias de vida, o bebê foi sequestrado por ciganas, que diziam ser de uma ONG que auxiliava grávidas, em Santa Bárbara d'Oeste.
A criança nasceu com um problema nas válvulas do coração, que não permitia que o sangue fosse filtrado. Uma das ciganas dopou Milla colocando um remédio em seu suco e fugiu com o bebê, que só foi recuperado dois dias depois. Entretanto, se não fosse por todo esse episódio, a jovem mãe acredita que o filho não teria tido a chance de realizar a operação que o curou.
O caso do sequestro, em agosto de 2013, foi acompanhado pela imprensa nacional. Após uma série de reportagens veiculadas na televisão, um cardiologista de São Paulo se ofereceu para realizar a cirurgia do garoto, em fevereiro de 2014. Hoje, a criança é saudável e não tem mais nenhum problema.
"Me sentia angustiada, perguntado para Deus porque tudo isso aconteceu. Mas Deus tem um propósito para tudo. Tem males que vem para bem. Se não fosse isso, meu filho poderia estar esperando até hoje por uma cirurgia", disse Milla.
"Se não fosse isso, poderia ter demorado demais ou Deus me livre ter se agravado e ele morrido. Agradeço a Deus por tudo isso. Não pelo sequestro em si, que foi algo muito difícil. Os dias longe do meu filho foram sofridos, mas fico feliz por agora ele ter saúde. Por ver meu filho brincando, comendo, como uma criança normal, como se nunca tivesse passado por nada disso", explicou.
Atualmente, Milla mora com a mãe, com a criança e com o filho mais novo, Richard, de dois meses. Ela está separada do pai dos meninos, Igor Felipe Barbosa de Almeida.
Quelli Cristina Quirino, avó materna das crianças, fica aliviada de ter a família por perto. Na época do sequestro ela estava detida e não pôde ajudar a filha. "Estava presa na época, fiquei muito mal lá dentro, por não estar com ela. (...) Agora estou com ele, ajudo a criar. É minha maior alegria", disse.

Leia Mais