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Acisb e Ciesp contestam feriado

Santa Bárbara d'Oeste

ANDRÉ ROSSISANTA BÁRBARA D'OESTE | 14/05/2016-00:42:22 Atualizado em 19/05/2016-00:18:34

A Acisb (Associação Comercial e Industrial de Santa Bárbara d'Oeste) e o Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) da cidade contestaram a criação do Feriado da Consciência Negra, a ser comemorado no dia 20 de novembro. As entidades acreditam que mais um feriado em novembro pode afetar as vendas e até causar demissões.
O projeto de lei, de autoria do vereador Valmir Alcantara de Oliveira, o Careca do Esporte (Pros), foi aprovado pela Câmara no dia 3 de maio. Foram 14 votos favoráveis, dois contrários e duas ausências. A validação do projeto depende da sanção do prefeito Denis Andia (PV). A propositura foi encaminhada para análise do setor Jurídico da prefeitura no dia 4 de maio. O prazo para sanção ou veto vai até 19 de maio, segundo a prefeitura.
De acordo com o presidente da Acisb, Roberto Bonamin, a criação do feriado impactará negativamente os comerciantes e empresários. "Em novembro nós vamos ter três feriados. No dia 4 de dezembro tem mais um. São quatro feriados em 34 dias. Isso vai impactar muito no comércio e na indústria. Fizemos uma reunião (com os vereadores), tentamos convencê-los e mostrar o que impactaria mais um feriado", disse.
Bonamin argumentou que a ideia de estabelecer o feriado poderia ter sido discutida daqui "uns dois anos", em um momento que a economia do País estivesse mais equilibrada. Apesar de não ter números ou um estudo para se basear, ele acredita que pode haver até mesmo demissões por causa desse novo feriado.
"Não temos números ainda. A gente sabe que bom não vai ficar. Só vai gerar mais problemas e demissões. As pessoas no feriado fogem do comércio, viajam, e a tendência é piorar", analisou.
Já o diretor titular da Ciesp em Santa Bárbara, Nivaldo Silva, disse que é favorável e enaltece a importância do Dia da Consciência Negra. Porém, ele teme que mais um feriado cause perdas na economia e afaste novos investimentos industriais.
"Esse índice de feriados é analisado por empresas interessadas em gerar emprego na cidade. O Brasil é um país de muitos feriados. O impacto dos custos recai sobre a folha de pagamento da empresa, o que aumenta o custo trabalhista, que também é muito alto no país. E este custo está relacionado com impostos e não é um dinheiro que vai direto para o trabalhador", comentou Silva.

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