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Debate deve preceder câmeras

TODODIA Express

ARTHUR MENICUCCIREGIÃO | 30/05/2016-20:49:17 Atualizado em 30/05/2016-20:56:54
Claudeci Junior | TODODIA Imagem
Câmeras | Medida deve ser aprovada em assembleia com moradores, e geralmente provoca polêmica, de acordo com especialista

Delicado, o processo de escolha e instalação de câmeras nos condomínios deve sempre ser pensado estrategicamente e deliberado em assembleia, de acordo com o advogado especialista em condomínios Cristiano de Souza Oliveira. Segundo ele, toda a área interna pode ser monitorada, mas o bom senso deve ser levado em conta para prevenir reclamações ou até processos por invasão de privacidade.
"Todas as áreas podem ser filmadas. No entanto, em alguns lugares, a gente aconselha que haja privacidade, inclusive de terceiros (não moradores). Não é aconselhável que você monitore a piscina e deixe a imagem em aberto. (...) Imagens voltadas para a varanda do condomínio também podem gerar problema", afirma.
Segundo ele, uma forma de prevenção de conflitos é fazer um levantamento das vulnerabilidades e expor aos condôminos, em assembleia. "Quais são as razões coletivas de colocar câmeras? É aconselhável que o condomínio trace um consenso coletivo sobre a segurança", afirma. Isso excluiria, por exemplo, casos em que seria desnecessário incluir câmeras.
O síndico do condomínio Sandalos, Gilberto Martins de Oliveira, afirma que já tentou aprovar a colocação de câmeras em três assembleias, mas a proposta foi negada. Agora, quer, por conta própria, instalar monitoramento pelo menos nas saídas e entradas do condomínio, que fica no Villa Flora, em Sumaré. "Pelo menos na entrada do condomínio. Alguns condomínios vizinhos foram invadidos, houve furto, levaram armas de um morador. (...) Estou fazendo por segurança, já que não querem pôr dentro do condomínio".
Segundo o síndico, o debate sobre o tema é sempre tenso e o grupo contrário, que acaba vencendo a assembleia, alega não querer gastar com o sistema de monitoramento. "Com certeza aumentaria a sensação de segurança, não a segurança em si. (...) Não vou esperar acontecer algo para pôr". Ele é síndico há três anos e oito meses e mora no Sandalos há oito anos.