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Questão depaixão

Paixão de Cristo / Nova Odessa

22/03/2016-21h37 - Atualizado em 22/03/2016-22h46

Tudo passa por ele
A Paixão de Cristo faz parte da vida produtor executivo de televisão Gustavo Salvatore, 34, desde que ele tinha 12 anos. Nascido e criado em Piracicaba, ele foi contagiado por todo o clima que cerca a tradicional apresentação piracicabana da peça e, influenciado por colegas, se tornou figurante na apresentação de 1995. O contato com a obra influenciou Salvatore a seguir na carreira artística. Atualmente, além de trabalhar no SBT, ele produz e atua na 19ª Paixão de Cristo de Nova Odessa, e promete um impacto visual significativo nesta edição. Além dos cenários, todos os figurinos passam pelas mãos do produtor.
Reforço de peso
Premiada nacional e internacionalmente, a atriz, bailarina e coreógrafa Eliane Rossetti, a Lili Rossetti, é uma das novidades para a 19ª edição da Paixão de Cristo de Nova Odessa. Mais conhecida do público por seus papéis em novelas como "Cobras e Lagartos", da Rede Globo, a atriz tem experiência na Paixão, e já participou de espetáculos em Campinas, Piracicaba e Valinhos. Em Nova Odessa, dará vida à personagem Herodíade, neta de Herodes. "Ela é bem forte, bem marcante. Na verdade, é ela quem induz Salomé a pedir a cabeça de João Batista."
'O' braço direito da direção
A 19ª edição da Paixão de Cristo de Nova Odessa conta com 200 atores no elenco. Cada um deles possui uma vestimenta específica, desde as mais simples túnicas até fantasias complexas. Quem coordena a produção, inspeção e acabamento das roupas e acessórios é a oficial administrativa Maria Neuza da Silva, 49. Desde que o diretor João Prata assumiu o espetáculo, é ela quem fica responsável por todo esse gerenciamento, sendo um verdadeiro "braço direito" do diretor.
Judas: preparação física e mental
Formado em teatro pelo Conservatório Carlos Gomes, de Campinas, o sumareense Peterson de Paula, 29, sabe do peso e da importância de interpretar o apóstolo e traidor Judas Iscariotes na 19ª edição da Paixão de Cristo de Nova Odessa. Há três anos no papel, o ator busca inovar a cada ano, e se preocupa muito com os aspectos físicos e mentais de sua performance.
A primeira participação do ator na peça foi em 2007, como um soldado romano. O convite para interpretar um dos principais antagonistas da Paixão de Cristo veio do diretor da peça, João Prata. Um dos momentos que mais preocupam e animam o sumareense é justamente a cena final de seu personagem, que culmina no enforcamento de Judas. Por ser um momento tenso, o ator busca se preparar fisicamente e psicologicamente para dar o seu melhor na peça.
O pessoal do trabalho pesado
Quando a população adentrar a área destinada para a apresentação da 19ª Paixão de Cristo de Nova Odessa, na Praça dos Três Poderes, encontrará cerca de 300 cadeiras postadas para acomodar o público. Além das arquibancadas, o evento conta com uma estrutura robusta para acomodar a plateia. A montagem do local não seria possível sem o trabalho de uma equipe de cinco pessoas, que atuam diretamente no transporte das cadeiras e de outros materiais da infraestrutura da arena. A pequena equipe é liderada pelo encarregado de manutenção Domingos João Vieira, 59. Junto com Davi Modesto, Jorde Paulo, Flávio Cavalhares e Euzébio José Ferreira, ele faz diversas viagens em uma pequena caminhonete para montar e depois desmontar o local. O carpinteiro Ezequiel Martinhão (à dir.) é o responsável pela estrutura do palco e pelos acabamentos em madeira do cenário.
Ele formou a família na peça
A cenografia da edição 2016 da Paixão de Cristo é assinada novamente pelo artista plástico Tarciso de Barros Lorena, que já trabalha na peça de Nova Odessa há seis anos. Com formação em teologia, o profissional busca inspirações no evangelho para recriar os cenários bíblicos com fidelidade e realismo. A Paixão de Cristo é especial para Lorena. Foi em uma das peças que participou em Piracicaba que conheceu a esposa Renata Silveira Mello Lorena, que também participa da encenação em Nova Odessa como Maria, a mãe de Jesus. "Conheci a minha esposa por causa da peça. Nos casamos, assim como outros que se conheceram lá e também se casaram. É especial" contou.
De figurante a mãe de Jesus
Antes mesmo de assumir o papel de Maria, a pedagoga Renata Silveira Mello Lorena, 36, já se emocionava em apenas fazer parte da grande engrenagem que rege a Paixão de Cristo. Outrora coadjuvante e com papéis de figuração, a piracicabana recebeu a oportunidade de ser uma das principais personagens da encenação: Maria de Nazaré, mãe de Jesus Cristo. Essa será a quinta vez que Renata viverá Maria. A emoção, entretanto, ainda é como a da primeira interpretação. "Estávamos ensaiando em Nova Odessa, e tem uma cena específica que Maria conversa com Jesus. No ensaio eu já estava arrepiada, só de passar o texto já arrepia. A emoção é grande porque a gente acredita na história que estamos contando", afirmou.