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Trazida pela

Santa Barbara d Oeste 197 anos

Atualizado em 03/12/2015-23:59:30
Em família| Edna e Silda

A baiana Edna Maria Almeida Rosane, 65, chegou a Santa Bárbara d'Oeste influenciada pelo amor por um homem. Há 46 anos, a então mãe solteira morava em São Paulo e disse ser vítima do preconceito das pessoas na época, quando conheceu o futuro marido, que assumiu o filho e levou a companheira para Santa Bárbara d'Oeste. À reboque Edna ainda trouxe para a cidade a irmã, Silda Almeida de Araújo, 59, e até hoje a dupla é inseparável.
Edna teve o único filho quando ainda era adolescente, fruto de uma relação com um namorado da juventude. O rapaz não assumiu o filho e sequer continuou com Edna. "O povo apontava na rua, mãe solteira era sempre o alvo de críticas e piadas maldosas", disse Edna. Ela sempre trabalhou com comida, como cozinheira, dona de restaurante, "salgadeira", e não poderia ser em outro lugar que conheceu o marido.
"Ele foi a São Paulo para passear e nos conhecemos comendo um 'filé à cubana' em um restaurante", disse. O casal se apaixonou e, depois de um tempo ela foi com o filho de 3 anos para Santa Bárbara. "A cidade não tinha movimento nenhum, era parada, pacata, tinha muito pouca coisa. Eu vim porque foi uma paixão muito grande, muito forte e eu vim", conta.
Nos 46 anos em que viveu em Santa Bárbara, ela disse ter visto a cidade se transformar completamente. Hoje bisavó, a baiana de Palmeira já se vê como barbarense. "Meus filhos foram criados aqui, hoje estão casados e vivem aqui. Eu gosto muito da cidade", disse.
A irmã, Silda, mora em Santa Bárbara há menos tempo - 20 anos - e tem uma pequena lanchonete, onde Edna ainda faz salgados. Ela disse que veio à cidade por ter um espírito "meio cigano", mas acabou se assentando na cidade. "Hoje eu gosto daqui, é onde estão meus filhos e familiares", afirmou.